Cidade retira semáforos e aposta na confiança entre as pessoas para melhorar o trânsito

Publicado originalmente no site Hypeness, via EcoD

 

Remoção dos semáforos aumentou a consciência no trânsito da cidade inglesa de 15.000 habitantes

O que vem a sua mente quando o assunto é melhorar o trânsito caótico da sua cidade? Restringir o número de carros? Melhorar o transporte público? Construir mais viadutos e passarelas (como adoram fazer os políticos)? Imagine que em Poynton, na Inglaterra, a mobilidade urbana do município de 15.000 habitantes progrediu com uma medida simples e inusitada: retirar os semáforos das ruas, informou o site Hypeness.

Segundo as autoridades locais, quando não se tem semáforos “gritando” um sinal verde para você acelerar ou um sinal vermelho para você parar bruscamente, automaticamente você desprende mais atenção ao seu redor e olha mais para o outro.

Aí você pode estar pensando, de forma desconfiada: mas não há colisões, desrespeito, caos? Até o momento não. Com confiança nas pessoas para que se respeitem mais, sejam elas motoristas, ciclistas ou pedestres, o resultado é carros andando em menor velocidade e consequentemente pedestres se deparando com menos obstáculos. Além disso, essa organização facilita e muito a vida de deficientes visuais e cadeirantes.

Mas a mudança não foi feita de um dia para o outro. Alguns testes foram feitos antes para entender o comportamento dos motoristas mediante semáforos desligados. Em um dos principais cruzamentos da cidade, chamado Fountain Place, inicialmente foi notada uma certa insegurança diante da ausência de semáforos ligados, mas ao longo do dia as pessoas começaram a revezar na ordem de ultrapassagem e o trânsito começou a fluir.

O projeto removeu semáforos, diminuiu o número de pistas de quatro para duas, e o espaço que ficou foi transformado em pavimento. “Ao reduzir a velocidade, a quantidade de espaço que é necessário por veículos diminui”, explica a designer Ben, da Hamilton-Baillie Associates, empresa responsável pelo projeto.

Será que daria certo no Brasil?

Veja e entenda melhor como o projeto funciona: